E-mail    Senha    Não possui uma conta? Clique aqui e cadastre-se.

 

Perguntas e respostas - Nutrição Pet.
Sua pergunta pode ser respondida aqui. Escreva para nós: omelhorparaoseucliente@nutricao.vet.br
SUMÁRIO - Clique na pergunta para ler a resposta.
A - B- C - D - E - F - G - H - I - J - K - L - M - N - O - P - Q - R - S - T - U - V - W - X - Y - Z
 

-C-

Conservação da ração.

 

C.1 - Como deve ser feito o armazenamento de grandes quantidades de rações em pet shops ?

 

C.2 - Quais são os riscos de contaminação ou desenvolvimento de micro-organismos em rações em contato com a umidade?

 

C.3 - Quais são as disfunções mais comuns nos pets em razão à má conservação do alimento?

 

 

C.4 - Cuidados na hora de comprar a ração: o que observar na loja?

 

C.5 - Como armazenar a ração em casa para que ela esteja sempre saborosa e livre de problemas?

 
 

Coração, Nutrição do cão com doença cardíaca.

 

C.6 - Boa noite! gostaria de saber se há algum alimento que é bom para o coração dos cães, assim como berinjela, azeite quinoa sao bons para os humanos... ? [questão enviada ao nutrição.Vet]

 

C.7 - É recomendado dar alimento com pouquíssimo ou nenhum Sódio(Na) para cães que têm doença no coração? E o Potássio(K)?

 

C.8 - É recomendável diminuir triglicérides e colesteroal da dieta de cães com doença cardíaca?

 

C.9 - Há vitaminas, aminoácidos ou minerais que podem ajudar o cão com doença cardíaca?

 

C.10 - Gostaria de sugestão de trabalhos cientificos sobre nutrição de cães com doença cardíaca.

Voltar ao topo
 

Condroitina e Glicosamina.

 

C.11 - Por que é comum vermos os elementos CONDROITINA e GLICOSAMINA em alimentos industrializados completos e balanceados (popularmente chamados de rações) que são destinados a cães de raças grandes ou gigantes?

 

C.12 - CONDROITINA e GLICOSAMINA são uma moda ou há trabalhos científicos publicados em revistas que tem revisão prévia dos artigos feita por especialistas, que comprovam os efeitos delas?

 

C.13 - Por que CONDROITINA e GLICOSAMINA são sempre utilizadas em conjunto nos alimentos e não separadamente?

 

C.14 - Como agem a CONDROITINA e GLICOSAMINA?

 

C.15 - A CONDROITINA e GLICOSAMINA são úteis somente a animais que já desenvolveram problemas articulares ou também para prevenir este tipo de problema em animais saudáveis?

 

C.16 - Qual a quantidade de CONDROITINA e GLICOSAMINA que deve estar presente na ração para que tenha realmente efeitos benéficos para os animais?

 
Voltar ao topo
 

- E -

Escore de condição corporal.

 

E.1 - Por que é importante que o médico veterinário determine o escore de condição corporal do animal em toda consulta? Não é suficiente pesar o animal?

 

E.2 - Como se faz a determinação do escore de condição corporal de cães e gatos?

 

E.3 - O proprietário do animal precisa compreender a situação de seu animal quando ele está com escore de condição corporal fora do ideal?

 

 

 

 

Excesso na alimentação; sobrealimentação.

 

E.4 - Quais as conseqüências de ingestão de alimento em excesso?

 

E.5 - Cães filhotes de raças grandes e gigantes como pastor alemão, dog alemão, labrador, rottweiller e tantas outras, merecem mais cuidado quanto à alimentação em excesso na fase de crescimento?

 
Voltar ao topo
 

- F -

Filhotes, alimentação de .

 

F.1 - Comprei um filhote de cão de raça grande e quero escolher a melhor ração para ele. Estou procurando rações com a maior quantidade possível de gordura e proteína pois acredito que isso será o melhor para meu filhote. Isso está correto?

 

 

- G -

Granel, ração vendida à granel.

 

G.1 - Por que não se deve usar ração vendida à granel?

 

G.2 - A ração vendida à granel está mais sujeita a fraude?

 

G.3 - Por que e como a ração vendida à granel representa risco à saúde dos animais?

 

G.4 - A ração vendida à granel tem qualidade nutricional pior?

 

OBS.: Leia também entrevista com M.V. Luiz Luccas que menciona o tema.

 
Voltar ao topo
 

Glicosamina.

 

Sobre Glicosamina clique aqui para ir para 'Condroitina e Glicosamina'.

 

 
 

- L -

Lipidose hepática.

 

L.1 - O que é a lipidose hepática?

 

L.2 - Por que a lipidose hepática acomete principalmente gatos obesos?

 

L.3 - Então como deve ser feita a perda de peso em gatos?

 

L.4 - Que artigos vocês me indicam para eu ler mais sobre lipidose hepática?

 

OBS.: Há uma definição de lipidose hepática em nosso glossário básico. Há também uma definição para programa de perda de peso.

 
Voltar ao topo
 

- M -

Metais, presença em rações.

 

M.1 - Boa tarde! Prezados, gostaria de saber se há informações sobre os níveis máximos e mínimos de metais presentes em rações para cães e gatos? Há alguma lei ou norma que determina esses valores? [questão enviada ao nutrição.Vet]

 
Voltar ao topo
 

- O -

Onívoro, cães são.

 

O.1 - Tendo em vista a especialização de dentes (caninos e molares não chatos), o movimento mandibular apenas de corte (sem deslocamento lateral), a ausência de amilase na saliva e o comprimento do trato intestinal que tornam necessário o processamento de grãos e matérias vegetais, gostaria de saber se cães se enquadram como carnivóros prioritários com disposições onívoras, puramente carnívoros ou puramente onívoros. [questão enviada ao site].

 

 
Voltar ao topo
 

- P -

Pelos - qualidade dos; queda dos; brilho dos.

 

P.1 - Qual a mellhor ração para evitar queda de pelo de um chow chow... e outra dúvida, gostaria de saber se os chow chows são cães de porte médio ou porte grande? [questão enviada ao site]

 
Voltar ao topo
 

- Q -

Quantidade de alimento a ser oferecida.

 

Q.1 - Por que é importante o médico veterinário prescrever a quantidade de alimento que o animal deve comer?

 

Q.2 - Não basta seguir simplesmente a recomendação dada pelo fabricante da ração no rótulo do produto?

 

Q.3 - É possível por meio de cálculos se determinar a quantidade EXATA de alimento que cada animal precisa?

 

Q.4 - Após a recomendação inicial da quantidade a ser oferecida ao animal, como fazer os possíveis ajustes necessários?

 

Q.5 - Como determinar então a quantidade INICIAL de alimento que determinado animal deve ingerir por dia?

 
 

 

 

___________________________________________
Para citar os textos presentes nesta página:

Os textos abaixo estão disponíveis para uso individual para estudos. Não estão disponíveis para impressão de qualquer tipo ou publicação em outros sites ou de qualquer outra forma sem citação explícita da fonte. Obrigado por respeitar os direitos autorais.

Para citar estes textos em Referências Bibliográficas, seguir como no exemplo abaixo:

CARCIOFI, A.C. Por que é importante o médico veterinário prescrever a quantidade de alimento que o animal deve comer? [on line] Disponível em: http://www.nutricao.vet.br/fac.php. Acesso em (dia) (mês) (ano).

 
 

 

 

 

 

 

 

C

Conservação da ração. [assunto geral]

C.1 - Como deve ser feito o armazenamento de grandes quantidades de rações em pet shops ?

Elas devem ser colocadas sobre paletes apropriados, distantes das paredes pelo menos 30cm. Nao se deve furar os sacos de racao, prática comum que tem o objetivo de retirar o ar interno da embalagem, facilitando o armazenamento. Isto permite a troca de ar aumentando a degradação pelo oxigênio e a entrada de insetos na racao.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 2 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
 
Conservação da ração. [assunto geral]

C.2 - Quais são os riscos de contaminação ou desenvolvimento de micro-organismos em contato com a umidade?

A ração sai da fábrica com umidade e atividade de água controlados. Isto é fundamental para assegurar ao produto estabilidade e a vida de prateleira programada, usualmente entre 12 e 18 meses.

 

O produto passa por uma secagem industrial, processo que envolve muita tecnologia. Acondicionada em local impróprio, sobre o chão, em contato com a parede, local muito úmico, havendo perfurações no saco, etc., ocorre o contato das particulas do alimento com água ou vapor dágua. Isto promove hidratação do alimento e esta água extra permite atividade metabólica de microorganismos que passam a crescer. Em baixa umidade, crescem mais fungos e leveduras. Se a umidade se elevar muito, crescem também as bactérias. Estes microorganismos "se alimentam" da ração, ou seja, utilizam seus nutrientes para crescer, reduzindo drasticamente o valor nutricional do alimento.

 

Como produto de seu metabolismo, muitos microorganismos liberam toxinas, que riscos de graves intoxicações diretas. Neste processo, também, produzem-se peróxidos e outras substâncias que, além de tóxicas, degradam vitaminas e ácidos graxos. O resultado final é a perda do valor nutricional da ração e sua contaminação com toxinas importantes.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 2 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
 
Conservação da ração. [assunto geral]

C.3 - Quais são as disfunções mais comuns nos pets em razão à má conservação do alimento?

O primeiro sinal é a rejeição da ração. Estas alterações químicas modificam o cheiro e o gosto da ração e cães e gatos passam a rejeitá-la. Este é o primeiro sinal a que o proprietario deve estar atento.

 

Caso ele ingira a ração, disturbios grastrointestinais como vomitos e diarreias sao comuns. São mecanimos fisiologicos de eliminar do corpo o que esta lhe prejudicando. Intoxicações crônicas, pelo consumo prolongado destes alimentos deteriorados ocasionam imunossupressão e quando esta esta presente, o cão ou gato irá demonstrar maior ocorrencia de doenças infecciosas em geral.

 

Ocorre tambem degradação da qualidade da pele e pelos, com pelagem descolorida, aspera, cheia de descamações, oleosidade e mau cheiro. Estes sintomas indicam importante desnutrição, provocada pela perda da qualidade nutricional da dieta contaminada.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 2 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
 
Conservação da ração. [assunto geral]

C.4 - Cuidados na hora de comprar a ração: o que observar na loja?

Não comprar ração a granel. Esta prática é muito comum no Brasil, mas ilegal e incorreta. Inclusive sai mais caro ao proprietario do que a compra de embalagens maiores fechadas.

 

Não compre raçõoes com embalagem violada, só adquira produtos com embalagem íntegra.

 

Não compre produtos em estabelecimentos sujos, com falta de higiene. Se a parte exposta está suja, como deve estar o deposito ao qual o cliente não tem acesso? Sacos de ração empoeriados demonstram estocagem incorreta.

 

Não compre produtos armazenados em local onde ocorre incidência de sol ou que estejam submetidos a calor devido à presença de equipamentos ou máquinas que aqueçam o ambiente.

 

Não compre produtos armazenados onde a umidade é alta, onde há vazamentos de água pelo chão ou goteiras vizíveis.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 2 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
 
Conservação da ração. [assunto geral]

C.5 - Como armazenar a ração em casa para que ela esteja sempre saborosa e livre de problemas.

Armazene o alimento em sua casa em um local apropriado. Nao o coloque em local umido, como a lavanderia, nem em local onde haja incidencia de sol.

 

Não compre mais ração do que irá consumir em 1 ou 2 meses. Sacos abertos em casa por longo periodo irão favorecer a perda de palatabilidade e qualidade da dieta.

 

Armazene a ração no saco comercial ou em embalagem plástica com tampa. É muito importante que o alimento, após aberto, fique sempre muito bem tampado. Além de protegê-lo e mantê-lo limpo, isto evita a volatilização dos aromas, o que ocasionaria perda de sabor.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 2 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
 

 

 

 

 

C

Coração, nutrição do animal com doença cardíaca. [assunto geral]

C.6 - Boa noite! Gostaria de saber se há algum alimento que é bom para o coração dos caes, assim como berinjela, azeite e quinoa sao bons para os humanos.

Cães com algum tipo de problema no coração são frequentes na rotina clínica, principalmente quando o cãozinho vai ficando velhinho. Sintomas como tosse seca e cansaço são os mais evidentes dentro de uma série de sinais.

 

Assim como um acompanhamento de um médico veterinário que se especializa em cardiologia, deve haver preocupação também de como faremos para que o paciente se alimente e de forma adequada sem que haja comprometimento do tratamento estabelecido.

 

Para que nós alimentemos nossos pacientes cardiopatas, devemos ficar atentos a alguns nutrientes na hora da refeição como por exemplo, o sódio, o potássio, o ômega 3 e antioxidantes.

 

É preciso considerar que estudos que apontam correlação entre nutrientes específicos e mudanças clínicas em humanos ou em roedores, não podem ter suas conclusões automaticamente transferidas para os cães, gatos e demais espécies.

 

Esta é uma situação que costuma causar confusão: o uso de alimentos (berinjela ou quinoa, por exemplo) como diminuidores de “colesterol ruim” para os cães, não foi cientificamente comprovado. Também não temos conhecimento de nenhum estudo demostrando benefícios aos cães pela ingestão de azeite.

 

Resposta do médico veterinário doutorando da FCAV/Unesp - Jab. (área de concentração: nutrição de cães e gatos) Flávio Lopes em 21 de maio de 2013.

Voltar ao topo
 
 
 
Coração, nutrição do animal com doença cardíaca. [assunto geral]

C.7 - É recomendado dar alimento com pouquíssimo ou nenhum Sódio(Na) para cães que têm doença no coração? E o Potássio(K)?

Muito se fala no papel do sódio para o ser humano na prevenção da doença cardíaca, no qual o excesso do sódio compromete a pressão arterial. Nos cães, pelo que os estudos demonstraram até hoje, isso não é uma verdade. Não se sabe hoje em dia qual o nível tóxico de sódio para cães. Rações no mercado possuem níveis moderados a altos, porém não comprometem a saúde do cão.

 

Segundo a última publicação das necessidades nutricionais dos cães (NRC 2006), a necessidade de sódio na dieta dos cães é baixa, no entanto, quando há uma situação de doença cardíaca, o recomendado é que a dieta não exceda os níveis de sódio e muito menos que contenha níveis muito abaixo do indicado. A restrição severa de sódio pode gerar efeitos deletérios ao paciente.

 

No mercado há dietas específicas para cães com doenças no coração e as rações para animais idosos costumam ter um nível mais moderado de sódio em sua composição, sendo utilizadas em casos assintomáticos. Petiscos como ossinhos, bifinhos ou similares, devem ser evitados, pois possuem uma concentração muito alta de sódio.

 

O potássio deve ser monitorado sempre que possível, pois há medicamentos que causam uma diminuição do potássio no sangue, como há também os que não causam essa diminuição. Portanto, o monitoramento e uma quantidade moderada na alimentação, também fazem parte de uma boa conduta alimentar.

 

Resposta do médico veterinário doutorando da FCAV/Unesp (área de concentração: nutrição de cães e gatos) - Jab. Flávio Lopes em 21 de maio de 2013.

Voltar ao topo
 
 
 
Coração, nutrição do animal com doença cardíaca. [assunto geral]

C.8 - É recomendável diminuir triglicérides e colesteroal da dieta de cães com doença cardíaca?

Os cães que possuem triglicerídeo e colesterol elevados não são animais que correm risco de doenças cardíacas, na verdade o perfil lipídico deve estar em parâmetros muito elevados para que haja algum problema, e neste caso o órgão afetado seria no pâncreas.

 

Pelo contrário, a animais com doenças cardíacas recomenda-se oferecer uma alimentação balanceada, mas com muita energia para evitar a caquexia. A maior parte dessa energia é proveniente de gordura, gordura essa que deve vir de fontes como o óleo de peixe, rico em ômega 3 (EPA e DHA). Esse tipo de gordura combate a inflamação, melhorando os sintomas clínicos do paciente.

 

Resposta do médico veterinário doutorando da FCAV/Unesp (área de concentração: nutrição de cães e gatos) - Jab. Flávio Lopes em 21 de maio de 2013.

Voltar ao topo
 
 
 
Coração, nutrição do animal com doença cardíaca. [assunto geral]

C.9 - Há vitaminas, aminoácidos ou minerais que podem ajudar o cão com doença cardíaca?

Um grupo de nutrientes que melhoram a capacidade funcional do paciente são os antioxidantes. Eles combatem os radicais livres que são produzidos em excesso dentro do organismo dos doentes cardíacos.

 

A vitamina E, o selênio e a coenzima Q10 são exemplos de antioxidantes que ajudam na melhoria do quadro dos cães. Muito se fala também sobre os nutracêuticos que estão nas rações e que alguns médicos veterinários recomendam. Entre eles estão aL-canitina e a taurina.

 

A L-carnitina ajuda o organismo a produzir mais energia através das células, utilizando o máximo das gorduras para fortalecer a musculatura cardíaca. A taurina é um aminoácido que tem um papel importante no auxílio da contração do coração. A suplementação desses nutrientes deve ser feita de maneira cautelosa e somente com prescrição do médico veterinário.

 

O paciente cardiopata deve ter o acompanhamento do cardiologista veterinário, porém o acompanhamento de um médico veterinário nutricionista é de suma importância para o êxito do tratamento, seja para a melhoria ou o controle da doença .

 

Resposta do médico veterinário doutorando da FCAV/Unesp - Jab. Flávio Lopes em 21 de maio de 2013.

Voltar ao topo
 
 
 
Coração, nutrição do animal com doença cardíaca. [assunto geral]

C.10 - Gostaria de sugestão de trabalhos cientificos sobre nutrição de cães com doença cardíaca.

Trabalhos científicos pertinentes (todos com link no Banco de Referências Bibliográficas do nutrição.Vet http://nutricao.vet.br/eventos/site-m_referencias_bibliograficas onde é possível pesquisar as publicações utilizando palavras-chave):

 

Freeman LM, Rush JE, Brown DJ, Roudebush P. Relationship between circulating and dietary taurine concentrations in dogs with dilated cardiomyopathy. Vet Ther. 2001 Fall;2(4):370-8.

 

Freeman LM, Rush JE, Cahalane AK, Markwell PJ. Dietary patterns of dogs with cardiac disease. J Nutr. 2002 Jun;132(6 Suppl 2):1632S-3S.

 

Freeman LM, Rush JE, Cahalane AK, Kaplan PM, Markwell PJ. Evaluation of dietary patterns in dogs with cardiac disease. J Am Vet Med Assoc. 2003 Nov 1;223(9):1301-5.

 

Freeman LM, Rush JE, Markwell PJ. Effects of dietary modification in dogs with early chronic valvular disease. J Vet Intern Med. 2006 Sep-Oct;20(5):1116-26.

 

TAKAO , Tetsuya ; WATANABE, Nakamichi; YUHARA, Kana; ITOH, Syoko; SUDA, Saori; TSURUOKA, Yukari; NAKATSUGAWA, Kenichi ; KONISHI, Yotaro. Hypocholesterolemic . Effect of Protein Isolated from Quinoa (Chenopodium quinoa Willd.) Seeds. Food Sci. Technol. Res. (11) (2), 161-167, 2005. [nota da editora do nutrição.Vet: este trabalho, por ex., comprovou efeito em diminuição de colesterol, mas em camundongos, não em cães.] r.

 

Resposta da Editora do Site nutrição.Vet, médica veterinária, mestre, Cristiana Prada em 21 de maio de 2013.

Voltar ao topo
 
 
 

 

 

 

 

 

Condroitina e Glicosamina. [assunto geral]

C.11 - Por que é comum vermos os elementos CONDROITINA e GLICOSAMINA em alimentos industrializados completos e balanceados (popularmente chamados de rações) que são destinados a cães de raças grandes ou gigantes?

 

Porque estes animais costumam desenvolver doenças articulares e estes compostos são incluídos na tentativa de aliviar a inflamação e melhorar a saúde articular.

 

Resposta do médico veterinário prof dr Aulus C Carciofi da FCAV/Unesp - Jab. 21 de fevereiro de 2015.

Voltar ao topo
 
 
 
Condroitina e Glicosamina. [assunto geral]

C.12 - CONDROITINA e GLICOSAMINA são uma moda ou há trabalhos científios publicados em revistas que tem revisão prévia dos artigos feita por especialistas, que comprovam os efeitos delas?

 

Existem estudos mostrando que funciona, mas também alguns estudos não encontraram resultados clinicamente relevantes. Devido à natureza subjetiva da avaliação e da ocorrência dos efeitos placebo e nocebo na interação pesquisador x proprietário x animal, é difíil por vezes extrair resultados definitivos. Precisa ser mais estudado.

 

Resposta do médico veterinário prof dr. livre docente na FCAV/Unesp - Jaboticabal. Aulus C. Carciofi em 21 de março de 2015.

Voltar ao topo
 
 
 
Condroitina e Glicosamina. [assunto geral]

C.13 - Por que CONDROITINA e GLICOSAMINA são sempre utilizadas em conjunto nos alimentos e não separadamente?

 

Porque elas têm sido avaliadas em conjunto nos estudos. O fundamento teórico é de que elas em conjunto conferem maior possibilidade de reparação da articulação.

 

Resposta do médico veterinário prof. dr.livre docente Aulus C Carcifofi da FCAV/Unesp - Jab. em 21 de fevereiro de 2015.

Voltar ao topo
 
 
 
Condroitina e Glicosamina. [assunto geral]

C.14 - Como agem a CONDROITINA e GLICOSAMINA?

 

A glicosamina é uma das principais moléculas envolvidas na elaboração da cartilagem articular, contribuindo para assegurar sua elasticidade. A sua principal ação consiste em estimular a formação de cartilagem nova. Já a condroitina tem função complementar, inibindo a destruição da cartilagem mais antiga. A glicosamina estimula a produção de glicosaminoglicanos, inibe enzimas degradativas e também possui um fraco efeito anti-inflamatório.

 

A condroitina é um dos principais glicosaminoglicanos, que são componentes essenciais da cartilagem. Eles contribuem para a elasticidade da cartilagem e para amortecer os choques nas articulações. A principal ação da condroitina é inibir o efeito das enzimas que estão na origem da destruição permanente da cartilagem.

 

Resposta da médica veterinária mestranda da FCAV/Unesp - Jab. Mayara Peixoto em 21 de março de 2015.

Voltar ao topo
 
 
 
Condroitina e Glicosamina. [assunto geral]

C.15 - A CONDROITINA e GLICOSAMINA são úteis somente a animais que já desenvolveram problemas articulares ou também para prevenir este tipo de problema em animais saudáveis?

 

Estes nutracêuticos podem funcionar protegendo e regenerando o tecido conectivo e a cartilagem da articulação afetada pela osteoartrite. Estudos in vitro com condrócitos relatam que a glicosamina possui um efeito estimulatório nas células pelo aumento da produção de colágeno e proteoglicanos. O sulfato de condroitina e a glicosamina podem ajudar a reduzir a inflamação e a dor, normalizar a viscosidade do fluido sinovial e promover a reparação da cartilagem articular. Benefícios à longo prazo como restauração e proteção podem contribuir para reduzir o desconforto e inflamação e promover o aumento da mobilidade.

 

Pesquise trabalhos pertinentes no Banco de Referências Bibliográficas do nutrição.Vet http://nutricao.vet.br/eventos/site-m_referencias_bibliograficas usando palavras-chave ou nomes de autores.

 

Trabalhos pertinentes:

Budsberg, Steven C., and Joseph W. Bartges. Nutrition and osteoarthritis in dogs: Does it help?. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice 36.6 (2006): 1307-1323.

 

Towell TL, Richardson DC. Nutritional management of osteoarthritis. In: Hand MS, Thatcher CM, Remillard RL, Roudebusch P, Novotny BJ. eds. Small Animal Clinical Nutrition. Mark Morris Institute, 2010; 695-713.

 

Henrotin, Y., Mobasheri, A., Marty, M. et al. Is there any scientific evidence for the use of glucosamine in the management of human osteoarthritis? Arthritis Research & Therapy. 2012, 14:201. doi:10.1186/ar3657. [The electronic version of this article is the complete one and can be found online at: http://arthritis-research.com/content/14/1/201 ]

 

Towheed TE, Maxwell L, Anastassiades TP, Shea B, Houpt J, Robinson V, Hochberg MC, Wells G. Glucosamine therapy for treating osteoarthritis. Cochrane Database Syst Rev 2005;18:CD002946

 

Resposta da médica veterinária mestranda da FCAV/Unesp - Jab. Mayara Peixoto em 21 de março de 2015.

Voltar ao topo
 
 
 
Condroitina e Glicosamina. [assunto geral]

C.16 - Qual a quantidade de CONDROITINA e GLICOSAMINA que deve estar presente na ração para que tenha realmente efeitos benéficos para os animais?

 

Recomendações dietéticas para cães que estão no grupo de risco para o desenvolvimento de osteoartrite (nutrientes expressos com base na matéria seca do alimento) (tabela adaptada de Towell et al. 2010):

 

Glicosamina: =0,10%

 

Condroitina: =0,08%

 

Trabalhos científicos pertinentes (alguns com link no Banco de Referências Bibliográficas do nutrição.Vet http://nutricao.vet.br/eventos/site-m_referencias_bibliograficas onde é possível pesquisar as publicações utilizando palavras-chave):

 

Budsberg, Steven C., and Joseph W. Bartges. Nutrition and osteoarthritis in dogs: Does it help?. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice 36.6 (2006): 1307-1323.

 

Towell TL, Richardson DC. Nutritional management of osteoarthritis. In: Hand MS, Thatcher CM, Remillard RL, Roudebusch P, Novotny BJ. eds. Small Animal Clinical Nutrition. Mark Morris Institute, 2010; 695-713.

 

Henrotin, Y., Mobasheri, A., Marty, M. et al. Is there any scientific evidence for the use of glucosamine in the management of human osteoarthritis? Arthritis Research & Therapy. 2012, 14:201. doi:10.1186/ar3657. [The electronic version of this article is the complete one and can be found online at: http://arthritis-research.com/content/14/1/201].

 

Towheed TE, Maxwell L, Anastassiades TP, Shea B, Houpt J, Robinson V, Hochberg MC, Wells G. Glucosamine therapy for treating osteoarthritis. Cochrane Database Syst Rev 2005;18:CD002946.

 

Resposta da médica veterinária mestranda da FCAV/Unesp - Jab. Mayara Peixoto em 21 de março de 2015.

Voltar ao topo
 
 
 

 

 

 

E

Escore de condição corporal [assunto geral]

E.1 - Por que é importante que o médico veterinário determine o escore de condição corporal do animal em toda consulta? Não é suficiente pesar o animal?

Um animal pode estar mais pesado em um consulta, por exemplo, devido à retenção de líquidos, retenção de fezes, aumento de massa muscular, por ter crescido – se é um filhote em crescimento - , por estar prenhe, ou, finalmente, por estar com maior presença de gordura em seu corpo.


Cruzando as informações de peso, escore de condição corporal, estado fisiológico (se em crescimento, prenhe, em lactação ou em manutenção), se houve mudança no nível de atividade do animal e se houve mudança na quantidade total de alimento ingerido por dia, o médico veterinário pode detectar ou descartar graves problemas de saúde além de ter informações muito úteis para somar a sinais clínicos que eventualmente estejam presentes, para apoio ao estabelecimento do diagnóstico. O escore de condição corporal junto com a inspeção da pele e pelagem são os pontos mais importantes na avaliação da condição nutricional do paciente devendo fazer parte de todo exame físico.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Escore de condição corporal [assunto geral]

E.2 - Como se faz a determinação do escore de condição corporal de cães e gatos?

Através de observação e palpação de alguns pontos do corpo do cão ou do gato é possível determinar maior presença ou ausência de gordura. Como forma de tornar esta avaliação mais objetiva, foram desenvolvidos alguns métodos que descrevem quais pontos devem ser observados e palpados e como classificar a quantidade de gordura percebida em cada um deles.


É claro que mesmo utilizando estes métodos há certo grau de subjetividade na avaliação, que pode variar um pouco de profissional para profissional. Quando ela é feita por profissional devidamente treinado torna-se ferramenta bastante importante na avaliação da condição nutricional e avaliação da dieta do paciente.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Escore de condição corporal [assunto geral]

E.3 - O proprietário do animal precisa compreender a situação de seu animal quando ele está com escore de condição corporal fora do ideal?

É muito importante que o proprietário do animal esteja comprometido com a saúde e bem estar deste. Adequada condição nutricional, leva ao bem estar e saúde. A questão é que poucos proprietários reconhecem seus animais como obesos. Eles tendem a subestimar a condição corporal dos cães e gatos e mesmo a achar “bonitinho” o excesso de gordura. O médico veterinário tem papel importante na conscientização das pessoas e em esclarecê-las e motivá-las a alimentarem corretamente seus animais de estimação. Neste sentido, figuras e definições simples, como as do site nutrição.Vet, nos parecem ótimas ferramentas para apoio aos veterinários durante seu diálogo com os proprietários.(*)

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

(*) O nutrição.Vet possui uma ferramenta eletrônica de livre acesso que auxilia o médico veterinário na determinação do escore de condição corporal de cães e gatos e que em breve estará no ar.

 

Ela é baseada nas publicações científicas: Mawby, D., Bartges, J.W., Moyers, T., et. al. Comparison of body far estimates by dual-energy x-ray absorptiometry and deuterium oxide dilution in client owned dogs. Compendium. 2001. 23 (9A):70.; Laflamme DP. Development and Validation of a Body Condition Score System for dogs. Canine Practice. 1997. 22:10-15.; Kealy, et. Al. Effects of diet restriction on life span and Age-Related changes in Dogs. JAVMA. 2002. 220:1315-1320.

Voltar ao topo
 
 
Excesso na alimentação; sobrealimentação [assunto geral]

E.4 - Quais as conseqüências de ingestão de alimento em excesso?

Este é o problema mais freqüente na prática clínica hoje em dia, mais comum do que a ingestão insuficiente e um dos principais motivos pelos quais o médico veterinário deve acompanhar a cada consulta o peso e escore corporal dos pacientes.

 

A obesidade em cães e gatos ocorre porque os proprietários deixam o alimento à disposição do animal e/ou lhes dão petiscos e comida caseira ao longo de todo dia. A obesidade em animais de estimação é um problema hoje em todo o mundo, também no Brasil, e resulta em doenças articulares, déficit respiratório, diminuição de atividade, aumento da incidência de câncer e diminuição da expectativa de vida.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Excesso na alimentação; sobrealimentação [assunto geral]

E.5 - Cães filhotes de raças grandes e gigantes como pastor alemão, dog alemão, labrador, rottweiller e tantas outras, merecem mais cuidado quanto à alimentação em excesso na fase de crescimento?

Sim. O senso comum muitas vezes leva o proprietário a pensar que se o animal tem de crescer muito, pois pertence a uma raça grande, então tem de comer muito. Isso é um erro.


A alimentação em excesso para estes animais faz com que o crescimento deles seja rápido demais. O sistema osteoarticular tem limites de crescimento e desenvolvimento e com isto os filhotes ficam predispostos a deformidades em ossos e articulações que não poderão ser corrigidas.

 

Filhotes de cães de raças grandes e gigantes devem crescer devagar, devem crescer magros, sem super alimentação  e -  se são saudáveis - sem suplementação de cálcio

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 

 

 

F

Filhotes, alimentação de [assunto geral]

F.1 - Comprei um filhote de cão de raça grande e quero escolher a melhor ração para ele. Estou procurando rações com a maior quantidade possível de gordura e proteína pois acredito que isso será o melhor para meu filhote. Isso está correto? [questão enviada ao site]

 

Filhotes de cães de raças grandes precisam crescer de modo moderado e constante para não desenvolverem problemas ortopédicos. É importante prestar atenção à quantidade de energia fornecida (porção diária de ração e quantidade de energia contida em cada porção).

 

Para facilitar o manejo, é recomendado rações entre 14% e 16%de gordura para raças grandes e gigantes. Isso facilita atender ànecessidade de energia do animal, com um volume um pouco maior de alimento favorecendo a saciedade do filhote e o alcance de um crescimento em velocidade moderada.

 

Além disso o cálcio não deve ser maior do que 1,4%. O excesso de cálcio nestes fillhotes pode causar sérios problemas articulares.

 

 

Resposta por entrevista do médico veterinário professor doutor livre docente na FCAV/Unesp Jaboticabal, Aulus C. Carciofi. Resposta por email em 21 de março de 2015.

Recomendamos ler também as respostas às questões E4 e E5.
Para estimativa inicial da QUANTIDADE diária de ração que o animal deverá ingerir, recomendamos ao profissional da nutrição acessar: http://www.nutricao.vet.br/calc.php?c=intro
Voltar ao topo
 
 

 

 




 

G

Granel, ração vendida à granel [assunto geral]

G.1 - Por que não se deve usar ração vendida à granel?

Os alimentos industrializados vendidos a granel, comumente são vistos em várias regiões do país e podem sim gerar risco para a nutrição saudável dos animais. A indústria pet food se utiliza de embalagens altamente resistentes para ensacar seus produtos a fim de evitar contaminações e a oxidação do alimento desde sua saída da fábrica até o consumidor. A embalagem também ajuda a conservar o sabor e o cheiro do alimento que contém. Quando o lojista abre essa embalagem para vender o alimento a granel retira todos os cuidados até então realizados para a obtenção de um alimento seguro.


Se um cão ou gato tiver problemas gastrintestinais ou de qualquer outra ordem, após o consumo de determinada ração que tenha permanecido com a embalagem aberta em um pet shop, a causa do mal se deve à fabricação ou a contaminações ocorridas devido ao armazenamento inadequado? Ninguém poderá afirmar com segurança. Além disso, quem garante que aquele alimento é mesmo o identificado na embalagem? Uma vez aberto, o conteúdo pode ter sido trocado por alimento de aparência similar, não pode?


O médico veterinário tem papel importante: deve orientar os proprietários a NÃO comprar ração a granel. Ao fazê-lo o proprietário não só está colocando a saúde de seu animal em risco, como também está estimulando um mercado ‘irresponsável’, no sentido estrito do termo.  Afinal, deve sempre estar bem claro quem “responde” pela qualidade de cada produto.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 25 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Granel, ração vendida à granel [assunto geral]

G.2 - A ração vendida à granel está mais sujeita a fraude?

Sim. Uma vez aberta a embalagem o consumidor não tem mais segurança do que ela contém.

 

Não é impossível ao lojista fazer o chamado 'misturão': misturar rações com prazo de validade vencido e não vencido, rações de qualidades diferentes, rações de fabricantes diferentes, rações inclusive que não sejam devidamente registradas no MAPA. Tudo isso ele pode recolocar em uma embalagem de produto conhecido, com data de validade no prazo e vender como se fosse aquele produto.


Pode ocorrer fato mais grave: ele pode recolher alimento que eventualmente tenha caído no chão, que venha junto com terra, insetos mortos, fezes de ratos, que tenham se misturado a medicamentos que também tenham se derramado no chão. Tudo isso pode acontecer.


O alimento comprado em embalagem fechada, intacta, e que foi mantida em condições adequadas de armazenamento não está exposto aos riscos descritos acima. É também por isso que o médico veterinário deve desaconselhar veemente a compra de ração vendia a granel.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 25 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Granel, ração vendida à granel [assunto geral]

G.3 - Por que e como a ração vendida à granel representa risco à saúde dos animais?

O contato do alimento com o oxigênio presente no ar permite que ocorra a oxidação das gorduras presentes nesta ração. Quando a ração permanece aberta, em contato com o ar por longos períodos, esta oxidação acontece em maior quantidade. Na embalagem há polímeros apropriados para impedir a entrada de oxigênio. A oxidação das gorduras gera radicais livres que são elementos tóxicos e causam dano celular, câncer, depreção do sistema imune e  envelhecimento precoce. A oxidação da gordura também diminui o valor energético da ração.


A embalagem também protege o alimento da ação da luz. A luz também catalisa reações químicas na ração que promovem a diminuição da quantidade de vitaminas no produto. Um animal alimentado com produto com baixo teor de vitaminas desenvolverá sintomas de deficiência nutricional.

 

O controle de ratos, baratas e outros insetos deve ser preocupação constante de quem estoca ração. O alimento industrializado - a ração - de cães e gatos possui odor e sabor muito atraentes e os ratos têm olfato e paladar apurados. A ração descoberta ou coberta por algo que seja facilmente removível tem enorme possibilidade de ser visitada por ratos e insetos. Estes animais podem carrear mecanicamente agentes contaminantes que serão semeados neste alimento que depois será consumido pelo cão ou pelo gato. O rato, mais especificamente, tem como comportamento natural defecar e urinar enquanto se alimenta. A urina do rato é potencial transmissora de leptospirose.


O alimento comprado em embalagem fechada, intacta, e que foi mantida em condições adequadas de armazenamento não está exposto aos riscos descritos acima. É também por isso que o médico veterinário deve desaconselhar veemente a compra de ração vendia a granel.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 25 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Granel, ração vendida à granel [assunto geral]

G.4 - A ração vendida à granel tem qualidade nutricional pior?

O contato do alimento com o oxigênio presente no ar permite que ocorra a oxidação das gorduras presentes nesta ração. Além de esta reação química gerar radicais livres que diretamente afetam negativamente a saúde dos animais ela faz com que caia o valor energético da ração.


A embalagem também protege o alimento da ação da luz. A luz também catalisa reações químicas na ração que promovem a diminuição da quantidade de vitaminas no produto. Um animal alimentado com produto com baixo teor de vitaminas desenvolverá sintomas de deficiência nutricional.

 

Um produto que fique exposto ao ar e à luz terá menor quantidade de vitaminas e menor valor energético do que o mesmo produto que foi conservado adequadamente dentro de sua embalagem.


O alimento comprado em embalagem fechada, intacta, e que foi mantida em condições adequadas de armazenamento não está exposto aos riscos descritos acima. É também por isso que o médico veterinário deve desaconselhar veemente a compra de ração vendia a granel.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 25 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
 

 

 

 

L

Lipidose hepática [assunto geral]

L.1 - O que é a lipidose hepática? [questão enviada ao site]

É um dos transtornos hepatobiliares graves mais frequentes em gatos. Caracteriza-se por acúmulo massivo de lípides em mais de 50% dos hepatócitos, resultando em colestase intra-hepática e disfunção do fígado. Manifesta-se quando o animal perde em média 20% de seu peso rapidamente.

 

 

Resposta da médica veterinária Mayara Corrêa Peixoto. Ela cumpriu dois anos de residência em nutrição clínicade cães e gatos junto ao hospital veterinário da FCAV-Unesp - Jab. sob orientação do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi e atualmente é mestranda na mesma instituição na área de concentração nutrição e nutrição clínica de cães e gatos. Resposta por email em 06 de outubro de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Lipidose hepática [assunto geral]

L.2 - Por que a lipidose hepática acomete principalmente gatos obesos?

 

Os gatos possuem uma grande tendência em acumular triglicérides nos hepatócitos. Essa tendência acaba aumentando ainda mais no jejum após o ganho de peso. Se o fornecimento de ácidos graxos ao fígado supera a capacidade deste órgão para oxidá-los ou segregá –los, produz-se a lipidose. É caracterizada pelo acúmulo de triglicérides nos hepatócitos, em situações de anorexia forçada, estresse ou doença, e, devido ao catabolismo protéico há um déficit de apoproteinas que têm a função de remover o excesso de lípides, gerando consequentemente, um acúmulo de gordura no fígado e a doença hepática. Portanto a perda de peso é fundamental para evitar a ocorrência desta afecção.

 

Resposta da médica veterinária Mayara Corrêa Peixoto. Ela cumpriu dois anos de residência em nutrição clínicade cães e gatos junto ao hospital veterinário da FCAV-Unesp - Jab. sob orientação do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi e atualmente é mestranda na mesma instituição na área de concentração nutrição e nutrição clínica de cães e gatos. Resposta por email em 06 de outubro de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Lipidose hepática [assunto geral]

L.3 - Então como deve ser feita a perda de peso em gatos?

 

A perda de peso em gatos é feita com cautela e mais lentamente. Os gatos em programa para perda de peso devem perder de 0,5 a 1% do peso por semana, com uma dieta apropriada para a redução do peso, com maior teor de proteína (>30%) e restrita em gorduras. É essencial que o alimento seja próprio para este fim, já que a deficiência de arginina e carnitina podem levar à lipidose hepática. Se o animal desenvolver lipidose hepática devido à um programa de perda de peso mal conduzido ou decorrente de outras afecções, tubos para alimentação enteral devem ser utilizados.

 

Resposta da médica veterinária Mayara Corrêa Peixoto. Ela cumpriu dois anos de residência em nutrição clínicade cães e gatos junto ao hospital veterinário da FCAV-Unesp - Jab. sob orientação do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi e atualmente é mestranda na mesma instituição na área de concentração nutrição e nutrição clínica de cães e gatos. Resposta por email em 06 de outubro de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Lipidose hepática [assunto geral]

L.4 - Que artigos vocês me indicam para eu ler mais sobre lipidose hepática?

 

SILVA, F. C. H. S. Lipidose Hepática Felina. DISSERTAÇÃO DE MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA VETERINÁRIA. Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, 2012.

 

Biourge ,V. C.; Grof ,J. M.;, Munn, R. J.; Kirk, C. A.; Nyland, T. G.; Madeiros ,V . A.; Morris, J. G.; Rogers Q R. Experimental induction of hepatic lipidosis in cats. American Journal of Veterinary Research 55.9: 1291-1302, 1994.

 

Blanchard, G.; Paragon, B. M.; Milliat, F.; Lutton, C. Dietary L-Carnitine Supplementation in Obese Cats Alters Carnitine Metabolism and Decreases Ketosis during Fasting and Induced Hepatic Lipidosis. Journal of Nutrition. 132: 204–210, 2002.

 

Resposta da médica veterinária Mayara Corrêa Peixoto. Ela cumpriu dois anos de residência em nutrição clínicade cães e gatos junto ao hospital veterinário da FCAV-Unesp - Jab. sob orientação do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi e atualmente é mestranda na mesma instituição na área de concentração nutrição e nutrição clínica de cães e gatos. Resposta por email em 06 de outubro de 2011.

Voltar ao topo
 
 

 

 

 

 

M

Metais, presença em rações. [assunto geral]

M.1 - Boa tarde! Prezados, gostaria de saber se há informações sobre os níveis máximos e mínimos de metais presentes em rações para cães e gatos? Há alguma lei ou norma que determina esses valores? [questão enviada ao site]

O Ministério pela Instrução Normativa n.30 exige que sejam declarados no rótulo os valores minimos/maximos de cálcio e mínimo de fósforo no campo "Níveis de garantia" do produto. Os demais macroelementos não são exigidos pelo MAPA que sejam colocados nos "Níveis de Garantia" (Sódio/Potássio/Enxofre/Cloro/Magnésio).

 

Com relação aos microelementos, assim como todas as vitaminas 'adicionados intencionalmente' no alimento, estes devem ter seus valores mínimos esperados declarados no campo "Enriquecimento por quilograma de produto" (Ex: selênio /zinco /cobre /manganês /ferro /iodo /cobalto /cromo...).

 

Um fato importante na interpretação dos valores declarados é que os macroelementos (cálcio e fósforo) devem ter sua concentração total declarada (valor resultante da soma deste mineral em todos os ingredientes, incluindo o premix) e os microelementos devem ter apenas os níveis adicionados separadamente no produto (apenas os valores esperados baseando-se nas concentrações deste mineral no premix utilizado, desconsiderando suas concentrações nos demais ingredientes usados na formulação).

 

Apesar do MAPA não apresentar uma tabela com os valores mínimos e máximos destes elementos que devem ser contidos nos alimentos, os nutricionistas das empresas baseiam-se em tabelas de recomendações nutricionais elaboradas por Órgãos especializados no assunto, tais como AAFCO e FEEDIAF no exterior e, aqui no Brasil, a ANFALpet, que utiliza as recomendações nutricionais da AAFCO para todos os minerais considerados essenciais (doze minerais ao todo).

 

A Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (ANFALpet), publica anualmente um Manual do Programa Integrado de Identidade e Qualidade em petfood (PIQPET), que pode lhe interessar. Este Manual pode ser adquirido comercialmente.” .


 

Resposta do Prof. Dr. Ricardo S. Vasconcellos, docente da UDESC – SC. Ele concluiu Pós-doutoramento em nutrição de cães e gatos na UNESP Campus de Jaboticabal em 2010 e é primeiro autor do melhor trabalho científico apresentado no Congresso CBNA 2011 e primeiro autor de trabalho científico publicado na mais prestigiada revista da área, Jounal of Nutrition. Por email em 11 de agosto de 2011.

Voltar ao topo
 
 

 

 

 

O

Onívoro, cães são. [assunto geral]

O.1 - Tendo em vista a especialização de dentes (caninos e molares não chatos), o movimento mandibular apenas de corte (sem deslocamento lateral), a ausência de amilase na saliva e o comprimento do trato intestinal que tornam necessário o processamento de grãos e matérias vegetais, gostaria de saber se cães se enquadram como carnivóros prioritários com disposições onívoras, puramente carnívoros ou puramente onívoros? [questão enviada ao site]

Diferentemente do que ocorre em numerosas espécies ruminantes e herbívoras, em cães a ingestão do alimento se dá pela deglutição de grandes bolos de comida, após pouca ou nenhuma mastigação.

 

Ao exame dos dentes de cães encontramos número de incisivos e igual ao de outras espécies carnívoras. A boca do cão, porém, contém mais pré-molares e molares e a esses dentes se associa o aumento da mastigação e esmagamento do alimento. Esta característica é indicativa de uma dieta com maior conteúdo de matéria vegetal, o que possibilita sugerir uma dieta mais onívora.

 

A falta do início do processo de digestão de frações amiláceas na boca não impede que as mesmas sejam hidrolizadas e absorvidas no segmento proximal e distal do intestino delgado, já que outras enzimas hidrolizam o amido nessas porções do trato gastrointestinal. Fora essa porção dos hidratos de carbono (carboidratos energéticos) há outra importante fração que não tem ação enzimática no organismo dos cães: a fibra. Esses carboidratos estruturais são hidrolizados pela ação de enzimas produzidas pela microbiota do cólon e convertidos para produção de ácidos graxos de cadeia curta, importantíssimos na manutenção de colonócitos.

 

Apesar de o cão muitas vezes ser confundido com outros carnívoros, como o gato, a espécie evoluiu até consumir uma dieta mais onívora do que os felinos. Vários estudos relatam uma correlação entre características intestinais, dietas naturais selvagens e necessidades de nutrientes e estes apontam para uma dieta onívora para cães.

 

Vale ressaltar que algumas famílias de canídeos têm sua dieta composta por mais de 70% de frutas e leguminosas. Portanto, cães são onívoros.

 

Literatura consultada:

1) NRC - Nutrient Requirements of Dogs and Cats. National Research Council. The National Academy Press: Washington, D.C. 2006. 398p.

 

2) CASE, L.P.; CAREY, D.P.; HIRAKAWA, D.A. Carbohydrates. In: CASE, L.P.; CAREY, D.P.; HIRAKAWA, D.A. Canine and feline nutrition: a resource for companion animal professionals. St. Louis: Mosby-Year Book, 2000. p. 17-94.

 

3) BURROWS, C. F. et al. Effects of fiber on digestibility and transit time in dogs. Journal of Nutrition, v. 112, n. 9, p. 1726-1732, 1982.


 

Resposta do médico veterinário Fabiano César Sá. Mestre pela FCAV - Unesp - Jab. sob orientação do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi, atualmente é doutorando na mesma instituição na área de concentração nutrição e nutrição clínica de cães e gatos. Resposta por email em 17 de agosto de 2011.

 

 

Informação adicional da médica veterinária Cristiana Prada formada na FMVZ-USP, mestre em ecologia e recursos naturais pela UFSCAR, fornecida em 21/11//2011:

 

Em meu trabalho de mestrado analisando atropelamento de fauna em rodovias do nordeste do estado de SP encontrei diversas vezes lobos-guarás atropelados. À necrópsia, muitas vezes encontramos em seu conteúdo estomacal aves inteiras, inclusive galinhas domésticas. O conteúdo do estômago destas aves, grande quantidade de grãos crus, era engolido inteiramente pelos lobos, passando - portanto - a fazer parte também da dieta do próprio predador. Logicamente também as enzimas digestórias constantes do trato gastro-intestinal das aves eram ingeridas. Outro dado é que tenho 4 cães em uma área grande de chácara. Com grande frequencia, por mais que eu tente evitar, eles devoram pombas de vida livre que caçam no quintal. Ingerem as aves inteiras com bicos, pés, penas, unhas, ossos, cartilagens e conteúdo do papo, deixando de deglutir somente 3 ou 4 penas que restam no chão.

 

Literatura interessante a respeito:

 

Motta Jr, j.C. A dieta equilibrada do lobo-guará: Estudo aprofundado mostra preferência por frutos e pequenos animais. Pesquisa Fapesp online, Edição Impressa 52 - Abril 2000.  

 

Vlamir J. Rocha; Lucas M. Aguiar; José E. Silva-Pereira; Rodrigo F. Moro-Rios; Fernando C. Passos. Hábito alimentar do cachorro-do-mato, Cerdocyon thous (Carnivora: Canidae), em área de mosaico de vegetação nativa e exótica no Sul do Brasil. Rev. Bras. Zool. vol.25 no.4 Curitiba Dec. 2008

 

Mayra Pereira de Melo Amboni. Dieta, disponibilidade alimentar e padrão de movimentação de lobo-guará, Chrysocyon brachyurus, no Parque Nacional da Serra da Canastra, MG. Dissertação Mestrado UFMG. Belo Horizonte, MG, 2007.

 

Cazetta, E. & Galetti, M. The Crab-eating Fox (Cerdocyon thous) as a secondary seed disperser of Eugenia umbelliflora (Myrtaceae) in a restinga forest of southeastern Brazil. Biota Neotrop. 2009, 9(2): 271-274

 

Informação adicional acrescentada por Cristiana Prada em 22 de maio de 2013:
Publicação na Revista Nature explica digestão de amido por cães domésticos ser mais eficiente nestes do que nos lobos dos quais descendem.

 

Axelsson, Erik; Ratnakumar, Abhirami; Arendt, Maja-Louise; Maqbool, Khurram; Webster, Matthew T.; Perloski, Michele; Liberg, Olof; Arnemo, Jon M.; Hedhammar, Ake; Lindblad-Toh, Kerstin. The genomic signature of dog domestication reveals adaptation to a starch-rich diet. Nature: 2013/01/23/online. doi:10.1038/nature11837

 
Voltar ao topo
 
 

 

 

 

 

P

Pelos, queda dos; qualidade dos; brilho dos [assunto geral]

P.1 - Qual a mellhor ração para evitar queda de pelo de um chow chow... e outra dúvida, gostaria de saber se os chow chows são cães de porte médio ou porte grande? [questão enviada ao site]

A queda de pêlos no Chow Chow assim como em outras raças pode ser ocasionada, dentre outros fatores por alimentos de qualidade inferior que são pouco aproveitados pelo organismo do animal. O mais indicado é que se ofereça uma ração de boa qualidade, do tipo super premio ou mesmo premio, a qual é completa e balanceada e contem ingredientes de boa qualidade. Algumas opções seriam as seguintes: Guabi Natural Cães adultos, Royal Canin Medium Formula, Premier Formula (super premio) ou Sabor e Vida (Guabi), Golden Formula (Premier). É importante lembrar que essas rações apresentam alta densidade calórica e devem ser oferecidas em quantidades adequadas de acordo com o peso do cão para evitar obesidade e, outros alimentos e petiscos em excesso devem ser evitados para não desbalancear a ração.


Os Chow Chows são considerados cães de porte médio.


 

Resposta da médica veterinária Michele C. Oliveira. Ela cumpriu dois anos de residência em nutrição clínicade cães e gatos junto ao hospital veterinário da FCAV-Unesp - Jab. sob orientação do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi e atualmente é mestranda na mesma instituição na área de concentração nutrição e nutrição clínica de cães e gatos. Resposta por email em 21 de novembro de 2011.

Voltar ao topo
 
 

 

 



 

Q

Quantidade de alimento a ser oferecida [assunto geral]

Q.1 - Por que é importante o médico veterinário prescrever a quantidade de alimento que o animal deve comer?

Não é só alimento incompleto ou desbalanceado que leva à obesidade e outros distúrbios de origem nutricional. A quantidade de alimento ingerido é igualmente importante. Um alimento completo e balanceado ingerido em quantidade insuficiente ou em excesso, vai gerar problemas de saúde e queda na expectativa de vida. Não basta escolher o alimento, é preciso acompanhar a quantidade ingerida ao longo de toda a vida do animal.

 

Ou seja: o veterinário para fazer corretamente o manejo alimentar do cão ou gato deve sempre incluir dois pontos em sua recomendação: o que prescrever, o seja, qual o alimento industrializado que melhor se ajusta às necessidades do paciente; quanto prescrever, ou seja, qual quantidade daquele alimento o paciente necessita. Sem responder o que e quanto a abordagem será sempre incompleta.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
Quantidade de alimento a ser oferecida [assunto geral]

Q.2 - Não basta seguir simplesmente a recomendação dada pelo fabricante da ração no rótulo do produto?

Por mais sérias e comprometidas com a qualidade que sejam muitas empresas fabricantes de alimentos para cães e gatos, é impossível a elas prever todos os casos particulares de seus consumidores.


O médico veterinário, acompanhando regularmente e de maneira personalizada o animal, terá condições de observar em mais detalhes a raça, idade, o estilo de vida de cada animal, seu nível de atividade e sua condição fisiológica. Poderá ainda detectar a presença ou não de afecções que afetam as necessidades nutricionais do cão ou do gato ou que diminuem a eficiência destes em apreender, absorver ou digerir os alimentos. Com base nestas informações pormenorizadas e na pesagem e determinação do escore de condição corporal do animal, o médico veterinário pode fazer mais do que a recomendação geral dada no rótulo de produtos. Pode individualizar a quantidade de alimento oferecida para cada animal.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Quantidade de alimento a ser oferecida [assunto geral]

Q.3 - É possível por meio de cálculos se determinar a quantidade EXATA de alimento que cada animal precisa?

Não. E isso é importante: nenhum animal é exatamente igual ao outro. Não há pessoas que comem pouco e engordam e pessoas que comem muito e são magérrimas – para despeito dos gordinhos -? Com os animais ocorre o mesmo. A necessidade de energia dos indivíduos é muito variável e as recomendações são médias medidas em determinadas populações e precisam sempre ser ajustadas para um indivíduo em particular. É preciso sempre partir de uma quantidade que a teoria indica como ideal e acompanhar o animal, pesando e determinando seu escore de condição corporal ajustando se necessário a quantidade de alimento fornecida.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Quantidade de alimento a ser oferecida [assunto geral]

Q.4 - Após a recomendação inicial da quantidade a ser oferecida ao animal, como fazer os possíveis ajustes necessários?

Partimos do princípio de que o cão ou gato em questão está com escore de condição corporal ideal, ou seja, não precisa ganhar nem perder peso e que ele não está em crescimento, não está gestando, nem aleitando ou doente. Após a primeira prescrição da quantidade diária de alimento a ser oferecida ao animal, o médico veterinário procederá à pesagem do animal e estabelecimento do escore de condição corporal em retornos de 15 e 30 dias. Se o animal estiver perdendo peso, a quantidade a ser oferecida deve ser aumentada um pouco. Se ele estiver ganhando peso, a quantidade deve ser um pouco diminuída. A todo retorno do animal, reavaliar todas as condições que podem influir na sua necessidade de aporte de energia.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Voltar ao topo
 
 
Quantidade de alimento a ser oferecida [assunto geral]

Q.5 - Como determinar então a quantidade INICIAL de alimento que determinado animal deve ingerir por dia?

Partimos do princípio de que o animal está sendo alimentado com alimento completo, balanceado e com adequadas condições sanitárias. O médico veterinário precisa reunir informações sobre o animal e o alimento. Em relação ao alimento necessita saber sua composição nutricional, quanto de proteínas, gorduras, fibras, matéria mineral e água apresenta. Nos alimentos comercializados, obrigatoriamente estas informações estão presentes no rótulo. Com estas informações é possível se estimar a quantidade de energia metabolizável por grama daquele alimento. Quanto ao animal é necessário saber seu peso corporal, idade, raça, condição corporal, estado fisiológico e estilo de vida, informações que permitirão ao veterinário estimar quantas calorias aquele cão ou gato necessita por dia. Normalmente estas estimativas se baseiam nas recomendações do Nutrient Requirements of Dogs and Cats, cuja última edição foi em 2006. Juntando as duas informações, o médico veterinário consegue calcular  a quantidade necessária daquele alimento para aquele animal específico.

 

Colaboramos com o site nutrição.Vet na construção que ele fez de uma ferramenta eletrônica de cálculo da quantidade diária de alimento, que está disponível gratuitamente e que realiza estes cálculos de maneira automática. O médico veterinário só precisa alimentar a ferramenta com informações simples e obterá um resultado. A ferramenta eletrônica, entretanto, não substitui a decisão final do profissional sobre qual a quantidade a ser prescrita.

 

Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Voltar ao topo



 


Veja também

 

 

Voltar ao topo
nutrição.VET

[ Como anunciar ]