Perguntas e Respostas

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Partimos do princípio de que o cão ou gato em questão está com escore de condição corporal ideal, ou seja, não precisa ganhar nem perder peso e que ele não está em crescimento, não está gestando, nem aleitando ou doente. Após a primeira prescrição da quantidade diária de alimento a ser oferecida ao animal, o médico veterinário procederá à pesagem do animal e estabelecimento do escore de condição corporal em retornos de 15 e 30 dias. Se o animal estiver perdendo peso, a quantidade a ser oferecida deve ser aumentada um pouco. Se ele estiver ganhando peso, a quantidade deve ser um pouco diminuída. A todo retorno do animal, reavaliar todas as condições que podem influir na sua necessidade de aporte de energia.
Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Não. E isso é importante: nenhum animal é exatamente igual ao outro. Não há pessoas que comem pouco e engordam e pessoas que comem muito e são magérrimas – para despeito dos gordinhos -? Com os animais ocorre o mesmo. A necessidade de energia dos indivíduos é muito variável e as recomendações são médias medidas em determinadas populações e precisam sempre ser ajustadas para um indivíduo em particular. É preciso sempre partir de uma quantidade que a teoria indica como ideal e acompanhar o animal, pesando e determinando seu escore de condição corporal ajustando se necessário a quantidade de alimento fornecida.
Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Por mais sérias e comprometidas com a qualidade que sejam muitas empresas fabricantes de alimentos para cães e gatos, é impossível a elas prever todos os casos particulares de seus consumidores. O médico veterinário, acompanhando regularmente e de maneira personalizada o animal, terá condições de observar em mais detalhes a raça, idade, o estilo de vida de cada animal, seu nível de atividade e sua condição fisiológica. Poderá ainda detectar a presença ou não de afecções que afetam as necessidades nutricionais do cão ou do gato ou que diminuem a eficiência destes em apreender, absorver ou digerir os alimentos. Com base nestas informações pormenorizadas e na pesagem e determinação do escore de condição corporal do animal, o médico veterinário pode fazer mais do que a recomendação geral dada no rótulo de produtos. Pode individualizar a quantidade de alimento oferecida para cada animal.
Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

Não é só alimento incompleto ou desbalanceado que leva à obesidade e outros distúrbios de origem nutricional. A quantidade de alimento ingerido é igualmente importante. Um alimento completo e balanceado ingerido em quantidade insuficiente ou em excesso, vai gerar problemas de saúde e queda na expectativa de vida. Não basta escolher o alimento, é preciso acompanhar a quantidade ingerida ao longo de toda a vida do animal. Ou seja: o veterinário para fazer corretamente o manejo alimentar do cão ou gato deve sempre incluir dois pontos em sua recomendação: o que prescrever, o seja, qual o alimento industrializado que melhor se ajusta às necessidades do paciente; quanto prescrever, ou seja, qual quantidade daquele alimento o paciente necessita. Sem responder o que e quanto a abordagem será sempre incompleta.
Resposta do Prof. Dr. Aulus C. Carciofi em entrevista em 24 de março de 2011.

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